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	<title>Cida, Autor em SerHum</title>
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	<description>Consultoria e Assessoria em RH</description>
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	<title>Cida, Autor em SerHum</title>
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		<title>Dia Internacional da Mulher: executivas portuárias refletem sobre feminismo e mercado de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 14:32:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas mulheres se sentem desconfortáveis em serem rotuladas como “feministas”. Talvez por uma questão de sobrevivência no mercado de trabalho, por vigorar no mundo corporativo, por preconceito ou desconhecimento, o velho estereótipo de que feministas são contra casamento, família, odeiam homens e se sentem superiores a eles. Para muitas mulheres a opção é se comportar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas mulheres se sentem desconfortáveis em serem rotuladas como “feministas”. Talvez por uma questão de sobrevivência no mercado de trabalho, por vigorar no mundo corporativo, por preconceito ou desconhecimento, o velho estereótipo de que feministas são contra casamento, família, odeiam homens e se sentem superiores a eles.</p>
<p>Para muitas mulheres a opção é se comportar como “um deles”, acreditando que para ter sucesso profissional precisam “se encaixar”, mantendo silente suas crenças e convicções. E quando falamos nisso, a imagem que vem à mente são as mulheres das gerações passadas, que não por escolha pessoal, mas para serem inseridas no mercado de trabalho, escondiam sua feminilidade.</p>
<p>Estar dentro do negócio e conseguir avançar na carreira para cargos de liderança e gestão não é uma tarefa fácil para nós mulheres, e quase sempre vem acompanhada de “piadas” e comentários pejorativos como: “teve sorte”, “ser mulher deve ter ajudado”; “o que será que ela fez para ser promovida”. Lamentavelmente, o mérito, a capacidade e a competência são desprezadas, impondo as mulheres maior dedicação e trabalho, com mais resultados que os homens.</p>
<p>É a velha máxima: a régua para nós, mulheres, é sempre mais alta. E isso não é “mimimi”. Um relatório de McKinsey 2011 destacou que homens são promovidos com base em seu potencial, enquanto as mulheres são promovidas com base em seus resultados.</p>
<p>Casa, família, trabalho e estudos…Muitas mulheres desistiram ao longo do percurso, frustradas por não encontrarem seu espaço. Outras não têm opção, pois são provedoras da casa e se submetem a ficar caladas diante de situações de desigualdade. Algumas estão tão consumidas pela carreira que não tem vida pessoal. Fato é que muitas mulheres estão à beira de uma vida colapsada, deixando de lado sua saúde física e mental.</p>
<p>E não estamos dizendo que o simples fato de sermos mulheres impõe ao mercado o reconhecimento profissional ou tratamento diferenciado. Nos referimos as mulheres que detém todo mérito e competência para ocuparem posições acima das atualmente exercidas, que encontram barreiras sobre questões salariais, promoção e até mesmo pela necessidade de passarem mais tempo com sua família.</p>
<p>No Brasil, em que pese representarmos 51,7% da população brasileira, com maior formação em nível superior (19% em face de 15% dos homens), se olharmos para o mercado de trabalho, os dados são alarmantes: 3,5% das mulheres são CEOs; 37,4% ocupam cargos de liderança e 50% das mulheres são demitidas após terem filhos. Em média nacional, as mulheres ganham 20,5% a menos que os homens no mesmo cargo. As mulheres têm maior probabilidade de trabalhar em empregos de baixa remuneração no setor informal, não regulamentado e subvalorizado, acarretando índices preocupantes de abusos e violência sexual, apenas por serem mulheres.</p>
<p>A discriminação de gênero é perpetuada não somente por leis que a excluem, como também pela ausência delas: Em 86 países as mulheres enfrentam alguma forma de restrição aos tipos de trabalho que podem exercer; em 18 países os maridos podem proibir as mulheres de trabalhar; 39 países impedem que mulheres herdem bens de seus pais; em 36, viúvas não têm direito a imóveis ou quaisquer propriedades que pertenciam à família; 95 países não garantem a remuneração igualitária para trabalhos de igual valor; 59 países não possuem leis contra o assédio sexual no ambiente de trabalho e, há países que não oferecem programa nacional de licença parental remunerada.</p>
<p>Se o sentimento que reverbera face a esses dados e estatísticas não são apáticos e, sim, que precisamos mudar o status quo. Se há dentro de você uma vontade em ser livre para ser como quer ser e não ter que mudar para se “encaixar”. Se você acredita que o mérito a diferencia e não o seu gênero. Você é feminista, sim!</p>
<p>Ser feminista independe de ideologia política. Significa que mulheres e homens devem trabalhar juntos para derrubar as barreiras e acabar com preconceitos que ainda impedem o avanço das mulheres. Ser feminista não está atrelado à orientação sexual, religião, nem à forma de se vestir. Não é oprimir homens pelo seu gênero – esse é o conceito do termo “femismo”, que não é sinônimo de feminismo.  É o direito das mulheres escolherem se e quando terão filhos; se querem ingressar no mercado de trabalho ou ficar em casa exercendo um trabalho não remunerado; se querem ou não pintar o cabelo, enfim de serem donas de todas as suas escolhas.</p>
<p>O mundo não será melhor se tiverem mais mulheres no poder do que homens. Como brilhantemente afirma Melinda Gates, a dominação masculina é prejudicial à sociedade porque qualquer dominação é ruim. Estamos aqui para ressignificar uma sociedade marcada por uma hierarquia falsa em que o poder e a oportunidade subordinam-se a gênero, idade, riqueza e privilégios- e não a capacidade, esforço, talento ou realizações.</p>
<p>Não há como desenvolver uma sociedade sem inclusão e igualdade. O processo evolutivo de consciência não tem gênero, tanto homens quanto mulheres são fruto de uma cultura patriarcal, que a passos lentos, vem aos poucos apresentando mudanças. Essa mudança é retratada por Raj Sisodia e Nilima Bhat, que desenvolvem uma análise de evolução de consciência, “assim como o século 19 teve como tema o fim da escravidão e o 20 o fim do totalitarismo”, os autores apresentam que “a história mais importante do século 21, sem dúvida, será o fim de relegar a mulher e os valores femininos a segundo plano”.</p>
<p>O desafio é a desconstrução da mentalidade de poder de um gênero sob o outro, permanecendo o valor das competências, habilidades, experiências e características comportamentais, capazes de transformar empresas, sociedade e o mundo.</p>
<p>E a mudança de percepção parte de considerarmos o gênero como um espectro e não como dois ideais que se opõem. É por isso que nós, mulheres, precisamos elevar umas às outras, não para substituir homens que estão no topo da hierarquia, mas para que tenhamos uma parceria igualitária.</p>
<p>A semântica é importante, mas a ideia e a ambição por trás dela é que gerará a mudança que tanto buscamos, expondo claramente os efeitos da discriminação sexual sobre nós e buscando ações que eliminem as barreiras invisíveis e os vieses inconscientes que dificultam, e até mesmo impedem, o avanço profissional das mulheres no mundo corporativo.</p>
<p>Defender igualdade de gênero sem se declarar feminista é contraditório. Como diz Maynara Fanucci, “é dizer que não bebe água, mas bebe H2O”. Esperamos que mais mulheres e homens – por suas mães, filhas, irmãs e amigas – aceitem esse qualificativo do feminismo com orgulho, para que possamos unir vozes em busca de um futuro de autenticidade, igualdade, inclusão e respeito.</p>
<p>O artigo foi escrito e organizado pelas executivas Shana Carolina Bertol (Diretora Executiva do OGMO/Paranaguá; Diretora Financeira da Academia Brasileira de Direito Portuário e Marítimo – ABDPM; Idealizadora e Diretora de Marketing e Comunicação Mulheres &amp; Portos) e Ana Cláudia Barbosa (Diretora Executiva do OGMO/Itaqui; Idealizadora e Diretora de Desenvolvimento Mulheres &amp; Portos)</p>
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		<title>Diretora-geral da SeRHum fala à Época Negócios sobre testes psicológicos online</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde e Bem-estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas áreas do mercado sofreram transformações importantes a partir da pandemia da Covid-19, iniciada em março de 2020. Entre as principais necessidades encontramos as adaptações aos ambientes digitais, sendo que o segmento de Recursos Humanos não fugiu à regra: um exemplo foi o advento da realização de testes psicológicos para empresas acontecendo dentro do ambiente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas áreas do mercado sofreram transformações importantes a partir da pandemia da Covid-19, iniciada em março de 2020. Entre as principais necessidades encontramos as adaptações aos ambientes digitais, sendo que o segmento de Recursos Humanos não fugiu à regra: um exemplo foi o advento da realização de testes psicológicos para empresas acontecendo dentro do ambiente online. É o que mostra a reportagem “Precisão, padronização, exponencialidade: testes psicológicos online já são realidade”, publicada pela Época Negócios.</p>
<p>A reportagem ouve especialistas no setor, entre as quais Aparecida Bessa, diretora-geral da SeRHum. “Acreditamos que os testes psicológicos validados pelo Conselho Federal de Psicologia são fidedignos na avaliação das habilidades dos candidatos. Antes, a aplicação individual ou coletiva era feita de forma presencial na consultoria. Hoje, a digitalização acelerou os processos seletivos, nos permitindo ter uma mentalidade de crescimento e acompanhar a estratégia de negócio de nossos clientes”, afirmou Bessa à Época.</p>
<p>Dados da reportagem mostram que somente os Testes de Personalidade tiveram aumento de 178%; o de Atenção, mais de 100% de crescimento; o de Inteligência dobrou a procura; e o de Resiliência apresentou um crescimento de cerca de 150%.</p>
<p>Para ler a reportagem completa, <a href="https://epocanegocios.globo.com/colunas/Futuro-do-trabalho/noticia/2021/08/precisao-padronizacao-exponencialidade-testes-psicologicos-online-ja-sao-realidade.html" target="_blank" rel="noopener">clique aqui.</a></p>
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		<title>Sua empresa contrata temporários?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 15:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-3074 size-full" src="https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1.png" alt="" width="1655" height="2340" srcset="https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1.png 1655w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1-212x300.png 212w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1-724x1024.png 724w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1-768x1086.png 768w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1-1086x1536.png 1086w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/07/post-1-1448x2048.png 1448w" sizes="(max-width: 1655px) 100vw, 1655px" /></p>
<p>Com a nossa plataforma, estreitamos o processo e transferimos para as empresas a geração do contrato temporário em qualquer lugar do Brasil.</p>
<p>Uma plataforma sem custo, fácil de operar, ágil para gerar o contrato e reduz custos para sua empresa.</p>
<p><strong>Quer saber mais sobre a plataforma?</strong></p>
<p>Entre em contato com a Serhum Consultoria<br />
Telefone: (98)3227 2250<br />
E-mail: saoluis@rhbrasil.com.br</p>
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		<title>“Um novo RH ou mais do mesmo de sempre”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 15:19:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos em 2021 e muita coisa mudou nos últimos (e incrivelmente complexos) anos, inclusive no que se refere ao contexto das empresas &#8211; de forma geral. Com efeito, temos testemunhado o surgimento de novos paradigmas e o desaparecimento de outros tantos, quando olhamos em direção ao ambiente do RH como um todo. Tenho 50 anos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos em 2021 e muita coisa mudou nos últimos (e incrivelmente complexos) anos, inclusive no que se refere ao contexto das empresas &#8211; de forma geral. Com efeito, temos testemunhado o surgimento de novos paradigmas e o desaparecimento de outros tantos, quando olhamos em direção ao ambiente do RH como um todo.</p>
<p>Tenho 50 anos (sei que não aparento rsrs) e sempre militei, de uma maneira ou de outra, na área de recursos humanos de empresas, algumas das quais localizadas aqui no Maranhão, no Pará, na Bahia, em São Paulo e no Paraná.</p>
<p>Gosto desse ambiente: pessoas, equipes, treinamento, desenvolvimento, gestão, recrutamento/seleção e por aí vai&#8230; Afinal de contas eu me formei com esse intuito, ao escolher estudar Psicologia e me direcionar para o trabalho nas organizações, escolha essa que foi depois ratificada em uma continuidade pós acadêmica, ao investir em especialização e mestrado &#8211; ambos apontando nessa mesma direção.</p>
<p>Ora, já são quase 25 anos de atuação e alguns calos nas mãos. Ao longo desse período, testemunhei e convivi com algumas das muitas perspectivas que atravessaram o universo empresarial, ideologias e ferramentas de gerenciamento e liderança, surgimento de práticas de gestão baseadas em filosofias fundamentadas em desempenho, controle e eficácia – tal é o caso, por exemplo, da qualidade total, cuja aplicação permeou o cenário organizacional nos anos 1980 e 1990. Naquela época era muito comum se falar em círculos de controle da qualidade e em ciclo PDCA, dentre outras coisas&#8230; por aquele tempo, por outro lado, nem se cogitava o uso da tecnologia nos padrões atualmente aplicáveis e, a título de comparação, pensar na aplicação de testes psicológicos on line era algo surreal, no mínimo.</p>
<p>Não é exagero de minha parte afirmar que vivemos, hoje, em um mundo em que os avanços tecnológicos beiram o impensável e estreitam cada vez mais não apenas as fronteiras entre as pessoas como também as possibilidades de (re) configuração do que um dia aprendemos, o que haverá requerer dos profissionais de RH uma nova mentalidade – ou um novo <em>mindset</em>, como se costuma dizer no vocabulário dos que trabalham com <em>coaching</em> – uma vez que esse estreitamento traz consigo novas responsabilidades e novos desafios.</p>
<p>No bojo desses desafios podemos citar a premência de nos voltarmos para aprender a nos desapegarmos de antigas estruturas de pensamento que porventura já estejam em desuso (e talvez nem tenhamos percebido ainda), abrindo espaços para a aquisição e o aprimoramento de novas estratégias digitais que cada vez mais se tornam realidade ao nosso redor, caracterizando a essência do que conhecemos como a indústria 4.0 – a quarta revolução industrial. Sem dúvida, estamos vivendo um tempo em que não sabemos onde tudo isso vai nos levar e nem temos ideia dos limites (se é que existem) que estão sendo alargados diante das mudanças que ocorrem em todo o mundo dos negócios, oportunizando o surgimento de outros empreendimentos e, obviamente, o desaparecimento de muitos negócios que sucumbiram à concorrência, ao envelhecimento de seus processos de gestão e até mesmo à caducidade de suas estruturas gerenciais.</p>
<p>Por outro lado, lidamos hoje com uma cultura organizacional permeada de valores que inexistiam ou que eram pouco reconhecidos até bem poucos anos atrás. Sem embargos, compondo a política da qualidade de um sem número de empresas, esses valores sinalizam preocupações ambientais e vocações comunitárias, perspectivas inclusivas e ações pautadas na diversidade, bem como a defesa – ainda que incipiente e às vezes restrita ao meio acadêmico ou ao plano teórico – de atitudes que visem a promoção da saúde emocional dos trabalhadores.</p>
<p>No passado, é bem verdade, muito já se discutiu, sobretudo no decorrer da segunda metade do século XX, a respeito da saúde física, da ergonomia e da obrigatoriedade de exames médicos ocupacionais, à guisa de exemplo. Mas faltavam ponderações que tratassem de esclarecer e de incentivar a gestão das emoções e a construção de espaços (concretos ou abstratos) mais humanizados e relacionamentais nas empresas.</p>
<p>Esses espaços, repito, ainda que incipientes, parecem indicar, mesmo que adormecidamente, o reconhecimento e a discussão de alguns aspectos atrelados à precarização, às doenças, aos assédios e aos sofrimentos oriundos do ambiente de trabalho.</p>
<p>Retomando a questão dos desafios destes novos tempos em que vivemos, penso que tudo isso (tecnologias, inteligência artificial, indústria 4.0, etc., etc., etc.) tende a mudar – e já vem mudando substancialmente – o RH, em sua essência. Não falo apenas de rotinas, procedimentos, ações ou até mesmo de ferramentas que, não faz muito tempo, eram consideradas “a última palavra” em tecnologia (e que hoje estão sendo “substituídas” ou aperfeiçoadas por meio da criação de aplicativos para celulares e pelo uso da internet).</p>
<p>Refiro-me também ao fato de que “pensar fora da caixa” nunca foi algo tão falado e buscado como tem sido na modernidade. Pensar rápido, tomar decisões compreendendo o todo de uma forma “quântica”, buscar soluções que possam caber dentro de um smartphone, estar alinhado com o advento da inteligência artificial e suas aplicações, enfim, são uma tônica que parece seguir um fluxo inexorável, incalculável e imprevisível&#8230; cada vez mais!</p>
<p>Onde é que esse cenário vai nos levar e como nós, profissionais de RH, teremos que lidar com isso é uma empolgante incógnita. É fato, contudo, que aqueles que saírem na frente e se posicionarem como profissionais abertos ao novo, certamente encontrarão respostas que tenderão a revolucionar muitas de suas antigas crenças, oportunizando o encontro com um RH que ainda está sendo desenhado pelas mãos do destino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Alex Feitosa</strong></p>
<p>Psicólogo Organizacional de do Trabalho – CRP 22/1699<br />
Analista de Recursos Humanos/Serhum Consultoria</p>
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		<title>5 pontos de OURO na Dinâmica Online</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 19:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde e Bem-estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São dicas super importantes elaboradas com empenho e dedicação pelos profissionais da Serhum par ajudar você a se preparar melhor para sua entrevista de emprego. Aproveite, registre os insights e muito sucesso.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>São dicas super importantes elaboradas com empenho e dedicação pelos profissionais da Serhum par ajudar você a se preparar melhor para sua entrevista de emprego. Aproveite, registre os insights e muito sucesso.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ATsdGv6PkOI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Porque a transição é uma jornada solitária?</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2021 18:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você aproveitou a pandemia — ou foi provocada(o) por ela — para fazer uma transição nos últimos meses e está se sentindo sozinha(o), abandonada(o) e incompreendida(o); respira e vem comigo! A evolução das espécies passou por muitas fases, o que significa que, mudar faz parte do nosso DNA. Somos a única espécie capaz de reproduzir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p id="e4e1" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Se você aproveitou a pandemia — ou foi provocada(o) por ela — para fazer uma transição nos últimos meses e está se sentindo sozinha(o), abandonada(o) e incompreendida(o); respira e vem comigo!</p>
<p id="d03a" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">A evolução das espécies passou por muitas fases, o que significa que,<span id="rmm"> </span>mudar faz parte do nosso DNA. Somos a única espécie capaz de reproduzir algo que ainda não aconteceu, somos capazes de desejar, sonhar, refletir; e com isso, querer mudar. Mas não vim falar da evolução das espécies e sim de outra que tenho experienciado nos últimos anos: a evolução da consciência! Mudar é inerente ao ser humano, mas ter a consciência da mudança, seus aspectos e etapas nos faz entender o que sentimos e buscar agir da melhor forma possível.</p>
<p id="abb3" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Existem momentos na vida que nos sentimos desafiados a fazer transições, umas mais leves e de acordo com o previsto, outras oriundas de fatos incontroláveis — demissão, falência, se separar ou perder alguém. Mas existem aqueles momentos que as perguntas difíceis emergem do nada, e como um sinal de alerta te jogam na caixinha dos porquês! É uma inquietação de dentro para fora, como um sapato que apertou e não te serve mais. Mudar se torna urgente!</p>
<p id="6e44" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">No princípio era o medo… e ele toma conta mesmo, porque não sabemos o que, nem por onde começar. E vamos buscando fontes de conhecimento que assegurem a coerência dessa necessidade. Negamos num dia, buscamos no outro. “Por favor, me deem as respostas!” Mergulhamos num mar de profundidade infinita e vamos, aos poucos, encontrando novas referências, novas vozes que, de longe, se somam as nossas. O mergulho é solo.</p>
<p id="d6d1" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">A próxima etapa é aquela em que levamos esse novo para as práticas diárias — o Walk the Talk — e é aí que o bicho pega! Nesse estágio da transição ainda não amadurecemos as novas ideias, mas a percepção sobre si já mudou, e como consequência muda também a percepção sobre o que você faz, sobre suas escolhas recentes e é lógico, sobre outras pessoas. Neste momento é provável que você sinta vontade de sinalizar: mudei! Mas por maior sentido que isso faça para você, nem sempre fará para todos a sua volta. Vão dizer: “Você mudou!” e esta afirmação dá margem para muitas interpretações.</p>
<p id="4f63" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Como toda jornada, uns seguirão ali do lado, outros um pouco atrás e outros vão questionar a escolha do caminho. Quando digo “outros” incluo os outros dentro de mim mesma. Esta é a fase da dúvida, do luto, da confusão; quando ativamos o estágio emocional que nos faz paralisar diante da desconfiança &#8211; do ainda campo do desconhecido &#8211; e a coisa toda desanda. Aqui despertamos as crenças e todos os vieses cognitivos que confrontam aquilo que já sabemos (passado) com aquilo que não sabemos (futuro). E agir, ou parar, é uma decisão individual e muito, muito solitária. Demanda clareza desse novo cenário e, acima de tudo, paciência.</p>
<p id="9242" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Mas nem tudo são trevas!! Se soubermos driblar o fatídico “momento ideal” e nos entregarmos à experiência do “vai com medo mesmo”, teremos uma grande oportunidade de gerar novos aprendizados, de agregar conhecimento e de, sim, evoluir!</p>
<p id="1ce5" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Pesquisas que observam a existência de espécies que só sobrevivem ao se desenvolver de forma isolada e independente, afirmam que é isso que garante sua conservação e diversidade. Ou seja, nem sempre o grupo nos ajuda a evoluir. Muitas vezes o fato de nos distanciarmos é o que nos permite fazer a transformação individual e colaborar com a do próprio ecossistema. Não é à toa que encontramos tantas respostas ao observar a natureza, pois ela demonstra em sua perfeição sistêmica, a grande variedade e complexidade existente entre indivíduos e grupos. Logo, estamos todos em constante evolução individual e sistêmica, e o que diferencia o caminho desta evolução é a nossa capacidade de percebe-la.</p>
<p id="b958" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">Quando chegamos a este estágio de entendimento, voltar não é mais uma opção. Nossa percepção de conexão é outra e por isso nossas experiências e relações também o são. Mudar a percepção é uma experiência individual, e por isso se sentir sozinha(o) neste momento de transição é tão comum. Doloroso, mas comum. Porém estar sozinha(o) não precisa significar se sentir sozinha(o). Essa mesma jornada que nos tira da zona de conforto e nos distancia do conhecido (e isso inclui as pessoas), nos abre uma porta para o auto conhecimento e para uma chance única de aprendermos ser nossa própria, e melhor companhia. Desenvolver esta consciência, e principalmente este sentimento, demanda tempo. Como alguém que vamos conhecendo aos poucos, é uma relação que precisa amadurecer…</p>
<p id="cb63" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">A evolução da consciência nos ajuda a compreender e cuidar de si e das pessoas nos momentos de transição. Nos ajuda a enxergar o lado cheio do copo, aceitar o novo humano que estamos construindo com compaixão e resiliência. Nos ajuda a ter clareza do que desejamos e dos desafios de uma jornada contínua de transformação, crescimento e aprendizados. Nos faz perceber que a transição, mesmo que solitária, esta inserida em um contexto coletivo, e por isso, nunca estamos realmente sozinhos.</p>
<p id="bdbb" class="ht hu gk hv b hw qg gm hx hy qh gp hz ia qi ib ic id qj ie if ig qk ih ii ij dl gc" data-selectable-paragraph="">O que aprendi, vivendo essa jornada, foi que momentos de isolamento são necessários. São eles que provocam o exercício de imersão e entendimento para assim construirmos futuros significativos, para nós e para todos. Compreendi então que, embora a transição seja uma escolha pessoal, ela também faz parte da bela e conturbada experiência humana na terra. E viver essa experiência tem valido qualquer desafio!</p>
<p data-selectable-paragraph=""><em><strong><span style="font-size: 12px;">Fonte:</span></strong></em><br />
<span style="font-size: 12px;">https://lilianaloureiro.medium.com/porque-a-transi%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-uma-jornada-solit%C3%A1ria-5466ef079a59/</span><br />
<strong><span style="font-size: 12px;">Liliana Loureiro</span></strong></p>
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		<title>Qual é o papel do RH na Transformação Digital?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 18:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você é profissional de RH deve estar se perguntando: qual é o seu papel neste cenário de Transformação Digital, o que fazer, por onde começar? Bom, para ser bem direta, muitas vezes os profissionais de RH são vistos como entraves da mudança. Dói ouvir isso, mas infelizmente esta visão tem um fundo de verdade. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é profissional de RH deve estar se perguntando: qual é o seu papel neste cenário de Transformação Digital, o que fazer, por onde começar? Bom, para ser bem direta, muitas vezes os profissionais de RH são vistos como entraves da mudança. Dói ouvir isso, mas infelizmente esta visão tem um fundo de verdade. Historicamente, a área de RH se esconde atrás da legislação trabalhista, da cultura organizacional e da mentalidade da liderança. É fato que a alta liderança dá o tom e sustenta a cultura organizacional, e cabe ao RH um papel de <strong>influenciador</strong>, papel extremamente importante e delicado.</p>
<p>O profissional de RH precisa suportar os líderes, ajudá-los a assumir riscos e lidar com falhas que naturalmente acontecerão. Neste cenário de tanta tecnologia, o mais importante é a <strong>mentalidade:</strong> é necessário estar aberto para assumir riscos e aceitar erros (os seus próprios e os dos outros). De nada adianta ter uma estrutura digital se a mentalidade ainda é analógica….</p>
<p>Um exemplo prático diz respeito à avaliação de desempenho individual. Se a organização valoriza o individual e premia os acertos, que espaço está dando para inovação? Inovar envolve risco e falhas, envolve pensamento coletivo, troca e construção em conjunto. Este é um dos principais processos a serem redesenhados nas organizações.</p>
<p>Se você me permite um conselho: <strong>comece por você,</strong> não se esconda atrás de legislação, cultura ou liderança. Comece redesenhando os seus próprios processos. Faça isso em conjunto com os líderes, desapegue do que não faz mais sentido e se arrisque a construir novas ações no próprio RH. Atue na sua própria mudança. Para te inspirar, indico aqui alguns materiais:</p>
<ol>
<li>Rodrigo Nasser realizou uma palestra no Conarh 2019 em que destacou os impactos em Gestão de Pessoas do processo de Transformação Digital.  Disponível na plataforma da ABRH Digital: <strong><em>Como internalizar a competência digital nas organizações?  </em></strong><a href="https://abrhdigital.com.br/">https://abrhdigital.com.br</a></li>
<li>CBN Professional # 16 <strong><em>O futuro da gestão de pessoas</em></strong> – com Deli Matsuo (60 minutos) <a href="https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/111675/16-deli-matsuo-ceo-da-appus-o-futuro-da-gestao-de-.htm">https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/111675/16-deli-matsuo-ceo-da-appus-o-futuro-da-gestao-de-.htm</a></li>
<li>Evento realizado pelo Senac MG, confira o debate sobre <strong>Recrutamento Digital</strong> em que eu participei com Giselle Brighenti e Rodrigo Savio <a href="https://youtu.be/ej4KKjiDtNg">https://youtu.be/ej4KKjiDtNg</a></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong><span style="font-size: 12px;">Fonte:</span></strong></em><br />
<span style="font-size: 12px;">https://www.hjunqueira.com.br/qual-e-o-papel-do-rh-na-transformacao-digital/</span><br />
<strong><span style="font-size: 12px;">Heloisa Junqueira</span></strong></p>
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		<title>A História da Diversidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 18:05:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Soluções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há setenta milhões de anos atrás, em uma savana africana, nasceu um filhote de uma nova espécie de primatas. Sua mãe pertencia a um pequeno bando, não tão numeroso. A espécie em si não era muito numerosa, tinha acabado de sair de uma curva evolutiva, se distanciando da espécie anterior da qual havia se originado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há setenta milhões de anos atrás, em uma savana africana, nasceu um filhote de uma nova espécie de primatas. Sua mãe pertencia a um pequeno bando, não tão numeroso. A espécie em si não era muito numerosa, tinha acabado de sair de uma curva evolutiva, se distanciando da espécie anterior da qual havia se originado.</p>
<p>Sem armas naturais como garras ou chifres, tinham dificuldade para sobreviver entre os predadores e mesmo para conseguir alimento. Mas aquele pequeno bando conseguiu, por algum tempo. Aquele filhote cresceu e se tornou um jovem adulto, forte o suficiente para sobreviver a uma epidemia virótica que abateu todos os outros membros. Não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que sozinho não duraria muito. Sua única opção seria entrar para outro bando da sua espécie. Para sua sorte, havia dois outros na região.</p>
<p>Com medo da recepção que teria, ele resolveu observar um de cada vez. Logo entendeu que os dois bandos tinham diferenças: um, dava preferência à comer frutas e raízes, enquanto o outro, havia desenvolvido técnicas de caça e conseguiam capturar pequenos roedores, que eram a base da alimentação. Como ele próprio tinha preferência por uma dieta carnívora, optou por tentar ser aceito no último bando. Foi difícil, levou tempo, mas ele conseguiu. Provavelmente, quando em algum momento os dois bandos se enfrentaram, ele pôde ajudar aqueles que o adotaram a exterminar os rivais.</p>
<p>A partir daí, esses primatas foram evoluindo e dando origem a outras espécies. Uma delas, os <em>homo sapiens</em>. Nós.</p>
<p>A história da humanidade não é uma história única. São milhões de histórias, todas elas marcadas pela divisão. Pode ser a sua aparência, a sua nacionalidade, a sua religião, o seu time, você gostar de uva passa ou não&#8230; A lista pode ser infinita, ainda mais se pensamos nas divisões dentro das divisões.</p>
<p>Estamos na América Latina, mas cultivamos nossa rivalidade com a Argentina; sendo brasileiros, nos dividimos por regiões; o Sudeste tem preconceito em relação ao Nordeste, mas dentro do Sudeste, temos uma rivalidade Rio x São Paulo; dentro do estado de São Paulo, temos um preconceito em relação aos caipiras do interior; dentro da cidade, de um bairro com outro e até dentro das casas, temos um irmão que é corintiano e outro palmeirense&#8230;</p>
<p>Faz sentido tanta divisão?</p>
<p>Mesmo do ponto de vista de espécie, precisamos lembrar que no mundo de 100 mil anos atrás, havia pelo menos seis espécies humanas habitando este planeta, todas derivadas daqueles primatas. Como diz o historiador israelense Yuval Noah Harari  em seu livro Sapiens:</p>
<p><em>“É nossa exclusividade atual, e não a multiplicidade de espécies em nosso passado, que é peculiar – e, talvez, incriminadora.”</em></p>
<p>Nosso passado é violento. E é violento porque se construiu em cima de divisões. Poderíamos compartilhar esse planeta com os Neandertais, por exemplo, mas nossos antepassados pensaram diferente. Hoje, eles só existem nos genes que muitos de nós carregam, testemunhas silenciosas de um processo misto de extermínio e de assimilação de uma espécie, talvez em decorrência de luta por espaço, alimentação ou somente porque os <em>sapiens</em> os achavam muito diferentes.</p>
<p>Hoje, ao olharmos para muitas organizações corporativas, vemos um pouco da reprodução desse passado. Claro, há toda uma estrutura e códigos desenvolvidos que fazem com que atitudes que na sua raiz são violentas, como aquelas de descriminação, rejeição ou segregação, recebam um verniz civilizatório. Por que pessoas ainda são demitidas por serem homossexuais, ainda que com outros pretextos? Por que temos uma porcentagem tão baixa de negros em postos de comando, como mostra o gráfico abaixo?</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-2988 size-full aligncenter" src="https://serhum.com.br/aprovacao/wp-content/uploads/2021/05/Imagem1.png" alt="" width="520" height="519" srcset="https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem1.png 520w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem1-300x300.png 300w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem1-150x150.png 150w, https://serhum.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem1-400x400.png 400w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></p>
<p>Divisões hoje não fazem sentido do ponto de vista de uma espécie que se pretende racional. Não podemos dar ouvidos a instintos que nos ajudaram a sobreviver milhões de anos atrás. Eles não fazem mais sentido.</p>
<p>O que temos hoje – ainda que fruto desse passado violento e cheio de divisões &#8211; é uma sociedade múltipla e plural, o que pode trazer benefícios para todos os grupos que a compõem, trazendo perspectivas diferentes e outros olhares. Graças à diversidade, temos culinárias e manifestações artísticas diferentes, por exemplo. Graças a ela podemos desfrutar de tecnologias desenvolvidas em outros lugares e temos uma multiplicidade de tratamentos de saúde. Viver em um mundo assim é muito melhor do que viver em uma cultura única. Mas essa é uma consciência que não é tão simples de alcançar.</p>
<p><em>“Diversidade e Inclusão, a gente não entende com a razão, a gente entende com o coração. Isso tem a ver com as mensagens que a gente recebe ao longo da vida e essas mensagens trazem uma lente, através das quais eu estou enxergando o mundo.”</em></p>
<p>Essas são as palavras de Cecília Pinzon, Inclusion &amp; Diversity Regional Leader da Korn Ferry International, uma das entrevistadas da série <strong><em>Inclusão da Diversidade</em></strong>, que vamos lançar na próxima semana, conversando com vários profissionais que se dedicam a transformar empresas em lugares mais justos, que possam refletir as comunidades em que estão inseridas. Ao longo dessa série, vamos conhecer histórias pessoais e iniciativas de sucesso, que têm ajudado muitas empresas a darem passos sem volta em direção ao reconhecimento da diversidade como algo positivo e também à necessidade de inclusão. Vamos falar de racismo, direitos LGBT, autismo, refugiados, sempre pela ótica dos movimentos inovadores que estão sendo realizados por diversas empresas.</p>
<p>O mundo mudou e temos que usar isso a nosso favor. A diversidade é uma vantagem e juntar pessoas diferentes em um mesmo grupo é torná-lo mais forte. Nesse sentido, é preciso romper com o nosso passado e construir um novo presente. Juntos. Sem deixar ninguém de fora. Com a ajuda dos nossos entrevistados, vamos investigar quais são as ações necessárias para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong><span style="font-size: 12px;">Fonte:</span></strong></em><br />
<strong><span style="font-size: 12px;">https://157next.academy/a-historia-da-diversidade/</span><br />
<strong><span style="font-size: 12px;">Artigo de Marco Ornellas</span></strong></strong></p>
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		<title>Depressão, pânico, burnout&#8230; pode acontecer comigo também?!!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2021 21:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou psicólogo há mais de 22 anos e atuo na área organizacional e clínica. Tenho mestrado em Psicologia e desenvolvo um trabalho social na região do bairro do João Paulo. Nos últimos meses tenho me deparado frente a frente com casos de depressão, síndrome do pânico e síndrome de burnout como nunca pensei que um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sou psicólogo há mais de 22 anos e atuo na área organizacional e clínica. Tenho mestrado em Psicologia e desenvolvo um trabalho social na região do bairro do João Paulo. Nos últimos meses tenho me deparado frente a frente com casos de depressão, síndrome do pânico e síndrome de burnout como nunca pensei que um dia me depararia. Sem exagero nenhum, tenho a impressão de que estamos lidando com algo epidêmico e que ainda não sabemos ao certo onde isso tudo vai nos levar.<br />
No início do ano passado iniciei um grupo de apoio a pessoas com depressão, cujos encontros são semanais e abertos à comunidade em geral. De lá para cá, tenho percebido o quão &#8220;democrática&#8221; essa doença é, não fazendo acepção de ninguém &#8211; independentemente de idade, de fatores sócio econômicos, ou de quaisquer outros fatores &#8211; e o quão ainda é vista de forma preconceituosa pela nossa sociedade, de uma forma geral. Esse preconceito, muitas vezes, tem a ver com a não aceitação da própria doença, ou com a desconfiança em relação à psicoterapia ou, ainda, com resistência em relação à terapia farmacológica prescrita pelo médico psiquiatra (por exemplo, o receio de &#8220;ficar viciado na medicação&#8221;, comparece frequentemente nos relatos dos atendidos).</p>
<p>Boa parte das pessoas que atendi ou ainda atendo (seja em uma atividade de grupo, seja de forma individual) pertencem a alguma denominação protestante, católica ou espírita- alguns até exercem o ministério pastoral &#8211; e quase todos eles, com raras exceções, me pareceram reativos, negligentes ou receosos de &#8220;se abrir&#8221; com alguém, de admitir a necessidade de um tratamento e &#8211; no caso dos mais &#8220;religiosos&#8221; &#8211; de compreender que por mais que tenhamos fé em uma divindidade ou por mais que tenhamos uma espiritualidade vamos dizer assim, &#8220;atuante&#8221;, há situações em que precisamos, de fato, recorrer a profissionais especializados e seguir as recomendações feitas por eles à risca. Como eu sempre digo a essas pessoas, &#8220;cada caso é um caso&#8221;.</p>
<p>Ora, reconhecer que estamos doentes e que necessitamos de ajuda não é falta de fé e não indica que não confiamos em Deus. Apenas nos mostra o quão limitados somos e que há situações em nossas vidas que nos desgastam, que cobram um alto preço emocional e físico, e que nos levam a enfraquecer mesmo sem percebermos isso claramente. Citando a Bíblia, creio que até o profeta Elias esperimentou algo assim, após ter enfrentado os 450 profetas de Baal e de saber que a sua cabela estava &#8220;a prêmio&#8221; &#8211; penso que ele, após esse grande combate, realmenre cansou e quase entregou os pontos, diante de uma angústia terrível e das incertezas que possivelmente afligiam o seu coração naquele momento (quem sabe, quis largar tudo e &#8220;chutar o pau da barraca&#8221;). Elias era humano, apesar de profeta.</p>
<p>Recentemente atendi alguns profissionais cujas situações relatadas me fizeram supor um adoecimento gradativo, provavelmente em virtude de eventos ocorridos no ambiente de trabalho ou por ele potencializados. Eu me deparei com pessoas que não sabem mais como agir e nem como se portar diante da doença &#8211; e têm vergonha de assumir essa condição perante a família ou perante os colegas de trabalho. Em geral, esses indivíduos têm receio de falar com as suas respectivas chefias e acabam optando por &#8220;viver um dia de cada vez&#8221;, aqui e ali fazendo uso de algum tipo de medicação (ansiolíticos, frequentemente), aguentando os surtos de ansiedade, as angústias na alma, os prantos escondidos nos banheiros das empresas e o medo de ter que conviver com o &#8220;olhar de pena dos colegas&#8221;. Já não suportam mais a tal da &#8220;síndrome da música de abertura do Fantástico&#8221; &#8211; aquele programa de TV que passa aos domingos à noite e que parece prenunciar a iminência da segunda-feira e, portanto, de uma nova semana de trabalho (doloroso) prestes a iniciar.</p>
<p>Tenho constatado que o trabalho tanto pode colaborar conosco como um fator que propicia saúde, como também pode representar um peso, algo que vem a desencadear, sutilmente, o adoecimento. E o ambiente, as pessoas, a liderança, as cobranças e os relacionamentos acabam desempenhando um papel importante nisso tudo, de uma forma ou de outra.</p>
<p>Por isso mesmo quando alguém me fala em resiliência, fico me perguntando até que ponto isso é bom ou não. Talvez devesse existir um limite &#8220;mensurável&#8221; até onde poderia chegar essa resiliência&#8230; a questão que me vem nas entrelinhas desse discurso (&#8220;seja resiliente&#8221;, &#8220;suporte a situação&#8221;, &#8220;engula o choro&#8221;, &#8220;não seja emotivo&#8221;, &#8220;seja macho&#8221;, &#8220;onde está a sua maturidade para lidar com as cobranças?&#8221;, &#8220;se você não suporta pressão não pode trabalhar nesta empresa&#8221;, &#8220;depressão é coisa de gente que não tem o que fazer&#8230; vá trabalhar com mais afinco que você não vai ter esse negócio&#8221;, enfim&#8230;) é que provavelmente estamos desconsiderando a saúde e fixando muito mais nos resultados.</p>
<p>E por conta desse referencial, assim entendo, estamos caminhando sonolentamente em direção ao adoecimento. Vivendo um dia após o outro, às vezes como autômatos, mas com a caixinha de diazepan na gaveta na mesa, à espera de que dias melhoras estejam a caminho.</p>
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